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Transcrição

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Uau!Guerra das Estrelas, Star Wars.Volto a ser criança, era um grande fã, antes de se tornar moda.

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Nasce-se ou torna-se líder?O que significa a palavra líder? Hoje em dia, a palavra líder é frequentemente utilizada de forma precipitada como sinónimo de capacidade de gestão ou de responsabilidade.

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Nesse caso, então, pode tornar-se, por assim dizer, um gestor, mas se nós entendemos a palavra líder no sentido de de um interesse genuíno pelas pessoas,em guiá-las, apoiá-las, ajudá-las no desenvolvimento de qualquer projeto, não acho que se possa aprender muito.

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É possível implementar algumas medidas, pode-se melhorar, mas de facto baseia-se em valores e atitudes pessoais que,na minha opinião, não podem ser aprendidos, podem nascer ao longo da vida.

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Mas, na verdade, um líder não é um profissional, um líder é um líder em todas as áreas, por assim dizer, da sua vida.

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Se joga futebol, se precisa de organizar um grupo para fazer uma excursão à montanha, vê quais são as atitudes de liderança, independentemente do contexto,através da relação e dos objetivos.

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E, sobre isto, pode-se obviamente construir. Da mesma forma, quem não é líder não se nota nestas situações, mesmo que,de facto, tenha o título.

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Então, digamos que sim, é uma mistura, muitas coisas podem ser aprendidas, mas os fundamentos da liderança, que são a atenção, a escuta, o respeito,a honestidade e a responsabilidade devem fazer parte de si como ser humano.

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Caso contrário, não sei como se pode aprender a ser honesto, como se pode aprender a ser autêntico.

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Não creio que seja possível.Chega-se a um certo ponto. Nos momentos difíceis, é aí que está a diferença.

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Quando tudo corre bem, é fácil ser autêntico.Quando se tem uma informação que impacta seriamente a vida de outra pessoa,da sua equipa ou da empresa, o que quer fazer com essa informação?

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É aí que descobre o que significa ser autêntico em momentos difíceis e não quando está tudo calmo.

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Nós, em Itália, temos o hábito de considerar um bom performer adequado para cargos de gestão e, depois, vai subindo até uma posição de liderança.

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Mas isto não é indicativo de nada.Eu posso ser, tomemos o exemplo banal do desporto,para que fique claro,eu posso ser o melhor jogador de uma equipa de futebol, do ponto de vista técnico, marcar mais golos, mas não ser o capitão, porque não sou o exemplo, não sou aquele que dá o máximo nos treinos, não sou aquele para quem os os colegas de equipa olham nos momentos difíceis.

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Mesmo que marque o golo, sou um bom profissional, o que não significa nada sobre o que posso ser como apoio ou guia de um grupo de pessoas.

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Infelizmente, também porque na empresa é evidente que o resultado é importante e procura-se reter as pessoas que trazem resultados, então muitas vezes o principal equívoco é o de adaptar as necessidades organizacionais a essa vontade de retenção.

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Então, pega-se no bom funcionário e diz-se: "Sabe de uma coisa, não lhe posso pagar milhões de euros para que permaneça nesta função, mas posso fazer com que progrida na carreira, assim também justifico o aumento".

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E isto talvez não funcione.E talvez a pessoa que vende menos ou que produz menos tenha mais aptidão para ser líder, porque a capacidade técnica não diz nada sobre a capacidade de gestão ou liderança que a pessoa pode ter.

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Mas, antes de tudo, aquelas aptidões que fazem parte da competência de liderança não são medidas na empresa e, portanto, o resultado ou não da presença destes atributos também depende do contexto.

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Assim, a única forma de os medir passa a ser através do desempenho.

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E, neste ponto, os bons performers têm melhores oportunidades.

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Mas não credito que isto seja bom, nem para os próprios bons performers,ir numa direção que não é do seu agrado.

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Não é bom para as organizações e, certamente, se optarmos por este caminho, devemos pelo menos estar cientes do apoio que precisamos de dar a essas pessoas e não pensar que elas têm um interruptor que acionam: "Eu vendi muito, sou um líder, ou eu vendi muito, sou um gestor." Porque, na minha experiência, isto não é um indicador de nada,porque cria uma mentalidade em que as pessoas pensam que são o número um e isso não ajuda uma pessoa a ser um líder.